«As Ninfas», por João Pedro Gomes

«As Ninfas eram belíssimas jovens divindades que personificavam a Natureza. 
As lendas romanas normalmente apresentavam-nas como amas dos deuses. Para os romanos, elas encarnavam as árvores, as águas correntes, os campos e as montanhas, tudo o que se referisse à Natureza.
As ninfas eram consideradas divindades por serem filhas de Zeus, ou então dos rios divinizados, sendo que estas impressionavam-se muito pela beleza dos homens. Por isso, tentavam de tudo para os seduzir e, na maioria dos casos, castigavam-nos pelos seus erros e defeitos. Temos um bom exemplo de isto mesmo na literatura portuguesa. Na ilustre epopeia de Luís de Camões, as ninfas representavam um grande perigo para os marinheiros portugueses, pois atraíam-nos com os seus cantos e, depois, arrastavam-nos para as profundezas do mar. O grande escritor português inspirou-se certamente nos mitos romanos ao escrever sobre as ninfas.
Para finalizar, os romanos adoravam as águas, sobretudo as termais e construíam em sua honra fontes decorativas, chamadas ninfeus, que eram consagradas às ninfas.»


Trabalho realizado pelo aluno João Pedro Gomes, n.º 15 

Dia do Patrono - ESCCB




Alguns alunos da turma de Latim do 10.ºL













Sala da disciplina de Latim, no dia do Patrono








Os alunos de Latim, a declamarem poesia de Horácio e Ricardo Reis





6 de Junho de 2012

Ricardo Reis e a mitologia

Ao longe os montes têm neve ao sol,
Mas é suave já o frio calmo
         Que alisa e agudece
         Os dardos do sol alto.

Hoje, Neera, não nos escondamos,
Nada nos falta, porque nada somos.
         Não esperamos nada
         E temos frio ao sol.

Mas tal como é, gozemos o momento,
Solenes na alegria levemente,
         E aguardando a morte
         Como quem a conhece. 

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Prazer, Mas devagar,
Lídia, que a sorte àqueles não é grata
Que lhe das mãos arrancam.
Furtivos retiremos do horto mundo
Os depredandos pomos.
Não despertemos, onde dorme, a Erínis
Que cada gozo trava.
Corno um regato, mudos passageiros,
Gozemos escondidos.
A sorte inveja, Lídia. Emudeçamos. 


Ricardo Reis, in "Odes"
Heterónimo de Fernando Pessoa

Visita de estudo a Conímbriga

Minotauro e o Labirinto, Conímbriga
 Fotografia tirada pela aluna Diana Rocha, n.º 7


Conímbriga

"Conímbriga é uma cida maravilhosa, cujo aspeto é muito interessante, pois em tempos anteriores esta cidade foi habitada pelos Romanos.
Existem inúmeros vestígios dos Romanos em Conímbriga, o que torna aquele lugar uma autêntica relíquia para todo o património nacional.
Gostei imenso desta visita, porque deparámo-nos com factos reais e não somente com "teorias".
Conímbriga transmite-nos um clima de paz e estabilidade, porque esta cidade teve vários obstáculos e, felizmente, tudo acabou bem. É de salientar que esta cidade baseou-se em Lisboa e Braga, daí o nome "Bracara-Augusta" (Braga) e "Olipso" (Lisboa)."


Alexandra Oliveira, n.º 1


Casa dos repuxos - cidade de Conímbriga

"A casa dos repuxos foi o local de que eu mais gostei. Era uma grande residência aristocrática e constitui o melhor exemplo da arte do mosaico, da pintura moral e da arquitetura dos jogos de água que se conhece na cidade. A sua construção data de inícios do século I."

Ana Vieira, n.º 4



O que eu mais gostei em Conímbriga foi a "casa dos repuxos", pois é uma construção que prova que os Romanos eram um povo bastante avançado para a sua época e tinham uma grande engenharia, inteligência, imaginação e grandiosidade. 

Ana Luís, n.º6


Eu confesso que não gostei muito de ir a Conímbriga. Já lá tinha estado uma vez e gostei mais. O que eu achei mais interessante foi quando o senhor falou no facto de Hitler se ter inspirado num desenho daquela altura e, também, quando no final passamos por um local onde a guia pôs uma fonte a funcionar.

Joana Catarina, n.º11


Visita a Conímbriga

O que eu mais gostei foi a visita à casa dos repuxos, que era uma residência aristocrática. Esta casa / edifício é um exemplo de arte do mosaico, da pintura mural e da arquitetura dos jogos de água. 
Também gostei muito das galerias que visitamos sobre construção civil, tecelagem e agricultura.

Joana Araújo, n.º 12


Relatório da visita de estudo 

O que eu mais gostei na visita de estudo foi a visita a Conímbriga, pois estive lá pela segunda vez e fez-me lembrar novamente a nossa civilização, sobretudo pela forma como sobreviviam e o luxo de algumas "domus".
É uma cidade fantástica e considero que todos a deveríamos visitar, pois penso que é quase um dever patriótico. 

João Miguel, n.º 14


Conímbriga

Gostei muito de visitar este lugar, uma vez que já tinha ouvido falar muito bem dele, mas nunca tinha tido oportunidade de lá ir.
Penso que o motivo maior do meu interesse foi ver coisas que já tínhamos falado nas aulas de História e Latim, nomeadamente o labirinto do Minotauro, lenda que estudamos em Latim.
Para além dos bons tempos passados a ver os magníficos vestígios romanos, foi também muito vantajoso para a nossa cultura.

João Pedro, n.º 15


Visita a Conímbriga

O que mais gostei da visita a Conímbriga foi a casa dos repuxos, que era uma grande residência aristocrática, construída sobre um anterior edifício, do qual foi reaproveitada. Esta casa notável constitui o melhor exemplo de arte do mosaico, da pintura mural e da arquitetura dos jogos de água que conhecemos na cidade.
Por fim, também gostei muito das galerias que visitamos, onde estavam representados: equipamento militar; adorno pessoal; serralharia e vidraria; olaria; iluminação; escrita e passatempos; construção civil e fiação; tecelagem e agricultura. 

Paula Moreira, n.º 18






Todas as fotos são da Casa Dos Repuxos, a minha parte favorita da visita a Conímbriga. Adorei saber o quão os romanos eram tecnologicamente avançados e, também, a beleza deste jardim interior não podia passar despercebida!


Texto e fotografias da autoria da aluna Sofia Miguel, n.º20

A deusa Minerva



A deusa Minerva, Universidade de Coimbra
 

Universidade de Coimbra




"Minerva  (Atena, na mitologia grega) era uma deusa romana. Deusa das artes e da sabedoria, era filha de Júpiter. 
Minerva era representada com um capacete na cabeça, com um escudo no braço e com uma lança na mão (pois Minerva era deusa da estratégia de guerra), tendo também junto a si um mocho e vários instrumentos matemáticos (motivo pelo qual era conhecida como a Deusa da Sabedoria). Esta deusa era para os atenienses a Deusa de Excelência, da Misericórdia e da Pátria. 
Minerva é atualmente o símbolo oficial dos engenheiros ."

Trabalho realizado pela aluna Diana Rocha.

Rómulo e Remo


De fabulosa Romae origine

Rómulo e Remo

* Material usado na aula de dia 29 de Fevereiro de 2012.

O Mito de Orfeu e a poesia

Orfeu Rebelde

Orfeu rebelde, canto como sou:
Canto como um possesso
Que na casca do tempo, a canivete,
Gravasse a fúria de cada momento;
Canto, a ver se o meu canto compromete
A eternidade no meu sofrimento.
Outros, felizes, sejam rouxinóis...
Eu ergo a voz assim, num desafio:
Que o céu e a terra, pedras conjugadas
Do moinho cruel que me tritura,
Saibam que há gritos como há nortadas,
Violências famintas de ternura.
Bicho instintivo que adivinha a morte
No corpo dum poeta que a recusa,
Canto como quem usa
Os versos em legítima defesa.
Canto, sem perguntar à Musa
Se o canto é de terror ou de beleza.

Miguel Torga


Orpheus and Euridice, 1890, George Frederic Watts RA


Descida aos Infernos

Desço aos infernos, a descer em mim.
Mas agora o meu canto não perfura
O coração da morte,
À procura
Da sombra
Dum amor perdido.
Agora
É o repetido
Aceno
Do próprio abismo
Que me seduz.
É ele, embriaguez nocturna da vontade,
Que me obriga a sair da claridade
E a caminhar sem luz.

Ergo a voz e mergulho
Dentro do poço,
Neste moço heroísmo
Dos poetas,
Que enfrentam confiantes
O interdito
Guardado por gigantes,
Cães vigilantes
Aos portões do mito.

E entro finalmente
No reino tenebroso
Das minhas trevas.
Quebra-se a lira,
Cessa a melodia;
E um medo triste, de vergonha e assombro,
Gela-me o sangue, rio sem nascente,
Onde o céu, lá no alto, se reflecte,
Inútil como a paz que me promete.

Miguel Torga


*Deves consultar a ficha informativa distribuída na aula de dia 2 de Dezembro de 2011.