«O mito de Pandora», por Ana Vieira


«Júpiter queria enviar um castigo à raça humana, devido ao ultraje de Prometeu, que roubara o fogo divino. Por esse motivo, ordenou a Vulcano que criasse Pandora a partir do lodo e a adornasse com todos os dons.
Assim, Pandora transportava consigo um pote cheio de todos os males, que deveria manter eternamente fechado. Mercúrio, porém, introduziu uma irresistível curiosidade no coração de Pandora, de tal forma que ela acabou por destapar o pote, de onde saíram todos os males, que logo se espalharam por toda a terra. No fundo do pote, restou apenas a esperança para reconfortar a raça humana.» 


Trabalho realizado pela aluna Ana Vieira, n.º 4

«O conceito de Herói», por Mariana Xavier


«Heróis são aqueles que se elevam acima do homem comum, essencialmente pela sua energia, coragem e sabedoria, manifestadas principalmente no combate, quer contra outros seres humanos, quer mesmo contra as forças brutas da natureza, mas também na fundação de cidades e na libertação de calamidades públicas.
Tal conceito resulta da necessidade que o ser humano tem em ter modelos de referencia e de imitação.
O Herói vai ao absoluto de si mesmo, não cede à natureza e põe a vontade acima de tudo, mesmo que daí resulte a morte.
O heroísmo não é, como regra mais comum, um estado, é um momento transitório de superação e transcendência.»

Hércules

A bela e nobre Lucrécia














Trabalho realizado pela aluna Mariana Xavier, n.º 17

«O Casamento para os Romanos», por Joana Araújo

 «O Casamento para os Romanos:



O casamento foi considerado entre os Romanos como uma obrigação quase religiosa, uma vez que era uma condição necessária do prolongamento do culto doméstico.O homem romano casava-se geralmente entre os 35 e os 40 anos, embora a idade legal para o casamento fosse 14 anos para os rapazes e 12 para as raparigas.     A mulher casava-se geralmente cedo, porque o homem, mesmo quando casava tarde, escolhia uma mulher jovem. O casamento era combinado entre os pais.

Modalidades de Casamento:

A forma mais solene de casamento desde os tempos mais recuados era a confarreatio.
Havia, porém, outras formas de casamento:

Por compra e venda (coemptio): os noivos trocavam ficticiamente moedas entre eles;
Por coabitação (usus): os noivos ficariam casados, por consentimento dos pais, após terem coabitado durante um ano.

Porém, Augusto, nos começos do Império, mandou abolir o casamento por usus e coemptio, ficando a confarreatio apenas reservada a algumas famílias mais tradicionais.
Em substituição, surgem as nuptiae (núpcias), precedidas dos sponsalia (esponsais de noivado). Pelos esponsais estabelece-se, assim, um compromisso entre noivos, em que o noivo oferece um anel à noiva.
Depois havia também a cena nuptialis (ceia nupcial), de noite a deductio (simulação de rapto), em memória do rapto das sabinas: simulava-se o rapto da noiva dos braços de sua mãe, enquanto jovens entoavam cânticos invocando Hymen (deus do casamento). Era este deus que fazia sair a noiva de casa de seus pais para a do marido.
Já sobre o lectus genialis, a noiva dirige as primeiras preces às divindades da sua nova casa.
A festa termina e no dia seguinte a nova esposa veste, pela primeira vez, o traje de matrona e fica com o direito de ser chamada domina (mãe de família).
São várias as diferenças entre estas cerimónias do casamento romano e as que se verificariam mais tarde na celebração do matrimónio cristão.»

  
Trabalho realizado pela aluna Joana Araújo, n.º 10

«Marte, deus da Guerra», por Joana Costa

«Marte era o deus romano da guerra, equivalente ao deus Ares na mitologia grega. Filho de Júpiter e Juno, era considerado o deus da guerra sangrenta. Marte, apesar de bárbaro e cruel, tinha o amor da deusa Vénus, e com ela teve um filho, Cupido, e uma filha mortal, Harmonia. Marte era amante da vestal Ília. O planeta Marte provavelmente recebeu este nome devido à sua cor vermelha, que por ser a cor do sangue era associado à violência e não ao amor, como foi traduzido na cultura popular com associação às rosas.»

 Trabalho realizado pela aluna Joana Costa, n.º 11

«O deus Júpiter», por Tatiana Carvalho

«Júpiter (em latim Iuppiter), pai dos deuses e dos homens (pater deorum hominumque), era o deus romano do céu e dos trovõe. 
Na mitologia romana, Júpiter é o pai do deus Marte, e avô dos lendários fundadores de Roma: Rómulo e Remo.
Júpiter é filho de Saturno e de Cíbele. Antes de Júpiter nascer, Saturno foi informado que iria ser afastado do trono por um dos seus futuros filhos. Para evitar a concretização desta verdadeira ameaça do destino, Saturno devorava os filhos, mal estes acabavam de nascer. Quando Júpiter nasceu, a mãe, cansada de ver Saturno devorar todos os seus filhos, entregou a este uma pedra e entregou Júpiter às ninfas da floresta.
Quando chegou à idade adulta, Júpiter, que tinha sido criado na ilha de Creta, enfrentou o pai e, com a ajuda de uma droga, obrigou-o a vomitar todos os filhos que tinha devorado. Após libertar os irmãos, empreendeu uma revolta.
Júpiter teve muitos filhos, tanto de deusas como de mulheres. Marte, Minerva, Vénus, entre outros são seus filhos divinos. Quando se apaixonava por mortais, Júpiter assumia diversas formas para se poder aproximar delas. O semideus Hércules nasceu da união de Júpiter com Alcmena, uma simples mortal» 


Trabalho realizado pela aluna Tatiana Carvalho, n.º 23

«Dédalo e Ícaro», por Alexandra Oliveira


«Esta é uma das histórias mais bonitas da disciplina de Latim.
Dédalo, jovem herói ateniense que pertencia a uma família real, era um protótipo de artista universal (arquitecto, escultor e inventor de artifícios mecânicos). Este homem trabalhava em Atenas com o seu sobrinho e discípulo “Tálio”.

Tálio, com a prática e as dicas do tio, tornou-se muitíssimo habilidoso, provocando assim inveja a Dédalo.
O sobrinho de Dédalo inspirou-se numa mandíbula de uma serpente, e conseguiu assim inventar a serra. Dédalo, furioso e ruído de ciúmes do êxito do seu próprio sobrinho, atirou-o do alto da cidadela.
Quando este crime foi descoberto, Dédalo foi exilado, mas, por sorte, conseguiu escapar e fugir para Creta (corte do Rei Minos). Foi aí que começou a ser o arquitecto e o escultor habitual do Rei.
Uma das suas obras mais famosas foi a do “Labirinto”, construído para o Rei Minos (este labirinto é um palácio de complicados corredores, onde o Rei Minos enfrenta o Minotauro).

Teseu tentou vencer este monstro, mas Ariadne quis salvá-lo, perguntando a Dédalo como o poderia ajudar. Dédalo aconselhou a jovem a armar uma artimanha, e conseguiram salvá-lo da seguinte forma: deram um novelo de fio a Teseu que lhe permitiu voltar atrás, pois o jovem desenrolou-o à medida que foi avançando.
Quando o Rei Minos descobriu o sucedido, prendeu de imediato Dédalo no labirinto com o seu filho Ícaro.
Dédalo, como era um grande arquitecto, decidiu fabricar umas asas, presas com cera, e levantaram voo.

Com esta artimanha, os dois familiares conseguem sair do local, mas Dédalo aconselhou Ícaro a não voar muito alto, pois as asas, como eram de cera, podiam derreter quando este estivesse muito perto do Sol.
Ícaro, vaidoso, não ouviu o seu pai e aproximou-se demasiado do Sol, de tal forma que a cera acabou por derreter e Ícaro caiu ao mar.»




Trabalho realizado pela aluna Alexandra Oliveira, n.º 1

«As Ninfas», por João Pedro Gomes

«As Ninfas eram belíssimas jovens divindades que personificavam a Natureza. 
As lendas romanas normalmente apresentavam-nas como amas dos deuses. Para os romanos, elas encarnavam as árvores, as águas correntes, os campos e as montanhas, tudo o que se referisse à Natureza.
As ninfas eram consideradas divindades por serem filhas de Zeus, ou então dos rios divinizados, sendo que estas impressionavam-se muito pela beleza dos homens. Por isso, tentavam de tudo para os seduzir e, na maioria dos casos, castigavam-nos pelos seus erros e defeitos. Temos um bom exemplo de isto mesmo na literatura portuguesa. Na ilustre epopeia de Luís de Camões, as ninfas representavam um grande perigo para os marinheiros portugueses, pois atraíam-nos com os seus cantos e, depois, arrastavam-nos para as profundezas do mar. O grande escritor português inspirou-se certamente nos mitos romanos ao escrever sobre as ninfas.
Para finalizar, os romanos adoravam as águas, sobretudo as termais e construíam em sua honra fontes decorativas, chamadas ninfeus, que eram consagradas às ninfas.»


Trabalho realizado pelo aluno João Pedro Gomes, n.º 15